A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 28/10/2018
Em 1988, foi promulgada a Constituição Cidadã brasileira, na qual foi assegurado a todos o acesso a saúde. No entanto, pessoas que sofrem de doenças mentais acabam sendo negligenciadas, nesse sentido, tornou-se imprescindível a ampliação dos debates acerca do assunto.
Deve-se pontuar, de início, que a ignorância gera a negligencia. Convém analisar, dessa forma, que pouco é a divulgação a respeito de doenças como a depressão e o distúrbio do pânico. Por conseguinte, tais doenças são tratadas como tabus, sendo portanto censuradas, o que impossibilita a abordagem delas na sociedade, tornando o doente marginalizado e muitas vezes dificultando o diagnóstico.
Vale ressaltar, também, que a falta de liberdade para debater, somada a omissão do governo corroboram com a considerável elevação dos índices de suicídio no Brasil. Dados divulgados pela ONU, afirmam que somente entre 25% e 15% das pessoas que sofrem com estas doenças recebem o tratamento necessário. Cabe considerar, desse modo, que vivemos uma crise na saúde, a qual precisa ser revertida o quanto antes, já que vem atingindo níveis alarmantes.
É evidente, portanto, que para garantir o direito, estabelecido constitucionalmente, de saúde para todos, tornou-se imprescindível mudanças. Para tanto, é necessário que o governo disponibilize o atendimento de psicólogos em postos de saúde dos municípios, bem como estabeleça a realização de palestras em escolas. Destituindo dessa maneira, o conceito de tabu relacionado as doenças mentais, possibilitando assim o diagnóstico e tratamentos das mesmas. Só então, estaremos caminhando para uma democracia realmente cidadã.