A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 29/10/2018

A inevitabilidade de discutir as doenças mentais não pode ser vista,hodiernamente,no Brasil,como uma mera circunstância.Isso porque,ao observar o contexto histórico brasileiro,no século XIX,os indivíduos que apresentavam patologias psicológicas eram considerados loucos e negligenciados de um tratamento específico.No entanto,na atualidade,é importante analisar que mesmo os indivíduos não sendo vistos como loucos,existe uma negligência governamental em virtude do baixo investimento dado à saúde psíquica e uma pressão social para ingressar em uma faculdade.Destarte,são imprescindíveis ações governamentais e escolares com o desígnio de minimizar essa problemática.

Nessa conjuntura,é notório que o problema se agrava na modernidade,porquanto na sociedade ocorre uma indiligência em investimentos adequados no SUS(Sistema Único de Saúde) para o tratamento de doenças mentais.Dessa forma,esse contexto resulta em uma anomia social,teoria defendida por Émile Durkheim,a qual aborda a desintegração das normas sociais.Nesse sentido,pode-se mencionar que essa negligência é agravada pelo Governo em razão do baixo número de profissionais atuando na área da saúde psíquica,segundo a OMS(Organização Mundial da Saúde).Desse modo,é evidente o descaso governamental,o qual compromete a ascensão do país.

Outrossim,enfatiza-se que na sociedade contemporânea aumenta a pressão social,na maioria das vezes,sobre os estudantes,visto que necessitam ser aprovados em universidades para alcançar um determinado status.Por esse viés,os estudantes que não conseguem essa aprovação ficam frustrados e essa frustração influencia no aumento do suicídio entre os jovens.Nesse contexto,é mister buscar o enredo do livro´´Uma história meio que engraçada´´,de Ned Vizzini,para melhor compreensão do que foi explanado,porquanto aborda a vida de um jovem que,diante da necessidade de ingressar em uma faculdade,desenvolve a depressão e o comportamento suicida.Dessa maneira,reverbera um viés nocivo de inconstância na sociedade cuja necessidade de intervenção é fulcral.

Porquanto,urgem ações sinérgicas entre atores sociais a fim de reduzir as patologias psicológicas.Para tanto,é função precípua do Governo um melhor investimento na área de saúde psíquica no SUS,por meio de parcerias com o Ministério da Saúde,via ampliação de profissionais nesse setor tão substancial para a população,com o fito de garantir uma melhor qualidade de vida.Ademais,compete às escolas proporcionar contatos periódicos com a família,por meio de palestras e fóruns de discussões com psicólogos.Nesse âmbito,esses debates podem abordar a necessidade dos jovens em buscar ajuda para auxiliar a atenuar os transtornos mentais,com o propósito de minimizar,principalmente o suicídio entre os estudantes e,por conseguinte,refrear essa anomia social.