A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 29/10/2018
Dono de cinco Bolas de Ouro da Fifa, Lionel Messi é a inspiração de milhões de indivíduos ao redor do globo, hodiernamente, devido a sua lida diária com o autismo e, também, à superação de tais obstáculos. Entretanto, essa realidade, geralmente, não é exequível para as classes mais baixas da população verde e amarela, que têm acesso restrito aos tratamentos médicos. Então, convém explorar, sob esse aspecto, a importância de discutir, sobretudo, os problemas tangentes às doenças mentais na sociedade atual brasileira.
Em primeira análise, observa-se que um dos empecilhos suscitados pela falta de debates, acerca dos deficientes mentais, é o descaso das políticas governamentais concernentes à essa minoria social. Publicada em 2001, a Lei Paulo Delgado garante os direitos pessoais de tratamento médico direcionado à essa parcela da população canarinha, porém esse regimento ainda não foi regulamentado, evidenciando, dessa maneira, o abandono Estatal para com essa realidade dos cidadão, uma vez que não há discussão sobre o assunto.
Em segunda análise, é imprescindível dialogar a respeito de tais doenças para que o contingente demográfico compreenda o valor da ajuda médica. De acordo com a OMS, apenas 50% dos afetados por tais enfermidades buscam auxílio de um profissional da saúde. Nota-se, assim, a configuração de um cenário intrínseco à ausência da consciência coletiva, revelando, dessa forma, a urgência de uma intervenção socioeducativa.
Portanto, é fundamental que a nação e o governo Tupiniquim se atentem às necessidades de debater sobre os distúrbios psíquicos do ser humano. Logo, é de suma importância que o MEC, em parceria com o Ministério da Saúde, incorporem à grade curricular de ensino, fundamental e médio, aulas relacionadas aos transtornos mentais, focando essas na prevenção e no tratamento, com o objetivo de conscientizar a sociedade, para que, somente assim, seja possível reduzir o abandono da saúde pública para com os deficientes mentais.