A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 29/10/2018

A problemática sobre as doenças mentais é um sério contratempo que atinge todo o Brasil.Afinal,comumente é retratado em diversos meios de comunicação situações relacionadas à ineficiência do sistema de ensino e a pouca demanda profissional existente,causas preocupantes que precisam ser discutidas.Nesse cenário,projetos educacionais e leis que visem diminuir a incidência de tais enfermidades devem ser propostos pelo governo,a fim de reverter o atual impasse vivenciado.

A princípio,é sabido,com base em uma citação feita pelo pedagogo Paulo Freire,que a ausência da educação impossibilita possíveis avanços na sociedade.Dessa maneira,nota-se que em um país no qual o nível de ensino é de péssima qualidade e,por isso,prejudica o progresso intelectual da população,demonstra a veracidade da frase dita por Freire.Isto é,a falta de aulas interativas que estimule o entendimento sobre as enfermidades psíquicas acarreta em um espaço em que o indivíduo não consegue notar se há alguma alteração no estado emocional das pessoas ao seu redor.Consequentemente,o que se vê na atualidade são diversos quadros clínicos de bipolaridade e esquizofrenia,cujo desenvolvimento progressivo dificulta o tratamento da doença.

Ademais,outro problema vigente é a escassez de profissionais especializados em saúde mental na esfera estudantil e política.Afinal,devido ao desgaste emocional gerado em situações do dia a dia,como por exemplo,trânsito intenso e convívio em grupo,uma grande parcela da população tende a desenvolver distúrbios vinculados à ansiedade e depressão.Por outro lado,vale ressaltar que existe uma desproporção entre o número de psicólogos e terapeutas existentes em comparação a quantidade de pessoas presentes em escolas e faculdades,uma vez que a carência de tais especialidades em determinados espaços pode contribuir para o aumento das doenças citadas.

Portanto,para solucionar o dilema mencionado,é necessário que o MEC(Ministério da Educação),em parceria com escolas da rede pública e privada,invista em um projeto educacional no qual seja inserido na grade curricular do ensino médio palestras e reuniões quinzenais com foco no comportamento e nas características dos distúrbios psíquicos.Para que assim,por meio da educação,os indivíduos consigam desenvolver senso crítico e observar de maneira lúcida as atitudes dos cidadãos ao seu redor,com o objetivo de incentivá-los a procurar ajuda.Por fim,cabe ao legislativo brasileiro,a criação de uma lei semelhante à política de cotas feminina no âmbito governamental,em que seja obrigatório a inserção de pelo menos 10% de profissionais formados na área da saúde mental frente ao número total de alunos ou funcionários presentes em determinada instituição,no intuito de promover o bem estar para a comunidade e diminuir a incidência de doenças psíquicas.