A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 29/10/2018
No Brasil, cerca de 20% da população adulta enfrenta pelo menos um episódio de distúrbio mental durante a vida, segundo o portal G1. Isso é preocupante, pois representa um percentual elevado além de impactar na qualidade de vida. Logo, existe a necessidade de debater tal assunto junto a sociedade e órgãos governamentais.
Um aspecto a se considerar é a ocorrência em todas as faixas etárias. O doente mental clássico, por exemplo, corresponde a 1% dos adultos, mas os primeiros sintomas surgem na adolescência. Além disso, o próprio conceito de doença mental vem sofrendo transformações incluindo a síndrome de pânico, ansiedade e depressão. No passado, muitas pessoas foram internadas como loucas em manicômios, como o de Barbacena, sem uma devida avaliação.
Outro aspecto a se considerar é o impacto na qualidade de vida. Por exemplo, uma diretora escolar em 2018, com diagnóstico de depressão grave, cometeu suicídio com overdose de medicação. Nesse sentido, o filósofo Rousseau explica que a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o, tornando miserável. Desta forma, ressalta-se a importância de debater os fatores sociais relativos aos transtornos mentais, nas escolas e com a comunidade em geral.
Portanto, o governo deve ampliar o atendimento a população com a criação de mais unidades de saúde especializadas em saúde mental (Cersam), além de debater junto à comunidade as ações preventivas para a redução do suicídio. Outrossim, levantar os fatores sociais relativos a ansiedade, pânico e pacientes portadores de esquizofrenia sem tratamento nos encontros e em pesquisas de campo.