A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 03/11/2018

Sabe-se que as doenças mentais são resultados de um conjunto de fatores genéticos, ambientais e socioculturais, que causam uma visão exacerbada contra si mesmo, desenvolvendo baixa resiliência. Nesse contexto, é notório a presença de duas características: de um lado, a seriedade do assunto, que causa tantos prejuízos aos indivíduos afetados; e do outro, a banalização do problema.

Segundo Dados da Organização Mundial da Saúde, 20 milhões de pessoas sofrem com disfunções mentais e grande parte das pessoas tendem a desenvolver algum tipo de transtorno em algum momento da vida. Desde a Revolução Industrial, as pessoas buscam preencher o cotidiano com algo “produtivo”, e esquecem de cuidar da própria mente. O trabalho em excesso, assim como a pressão colocada sobre os universitários, são apenas alguns exemplos de desencadeadores de estresse que podem levar a um quadro de depressão, ansiedade generalizada, distúrbio do pânico etc, interferindo na estabilidade fisiológica do indivíduo.

Por outro lado, as doenças mentais sempre foram tratadas com preconceito na história da humanidade. Por exemplo, o Manicômio de Barbacena, em Minas Gerais, durante o tempo de funcionamento, atendeu milhares de portadores de doenças mentais com tratamento cruel. Da mesma forma que um hospital psiquiátrico não dispôs a devida atenção a este grupo de pessoas, a sociedade também banaliza o assunto, e, com isso, muitas pessoas evitam o tratamento por medo de preconceito. Entretanto, a falta de tratamento adequado faz com que tais distúrbios prejudiquem cada vez mais a saúde do indivíduo, interferindo em atividades simples, concentração, alterações de sono e apetite, presença de pensamentos mórbidos e aumentando o risco de suicídio.

Portanto, com base no que foi apresentado, é imprescindível que as doenças mentais sejam debatidas e acompanhadas por especialistas em todos os tipos de transtornos. Para isso, o Ministério da Saúde deve fortalecer o Sistema Único de Saúde na área de saúde mental, por meio da criação de núcleos de atenção psicológica, com profissionais qualificados para atender as pessoas, estimular o tratamento e realizar palestras sobre o assunto. Dessa forma, pacientes teriam atendimento adequado e, além disso, cada comunidade teria acesso a informações importantes, a fim de quebrar o tabu existente ao redor das doenças mentais.