A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 02/02/2019
A ruptura do paradigma acerca da saúde mental
A vida moderna nas cidades proporciona praticidade, conforto e comodidade. Do mesmo modo, esperava-se que no século XXI as pessoas fossem empreendedoras e amassem a arte de pensar. Contudo, verifica-se que a vida urbana causa ansiedade e o aumento de doenças mentais. Isto ocorre devido ao excesso de informações, atividades e preocupações. Diante disso, são necessárias medidas eficazes para ampliar a difusão do assunto e o acesso ao tratamento, com o intuito de amenizar essa problemática sociopsicológica.
Concomitantemente, a correria do cotidiano exige uma extensa e exaustiva carga de trabalho, a qual priva o ser humano de momentos de lazer com sua família. Em virtude disso, podem surgir a depressão, o estresse e as síndromes esquizofrênicas. Apesar da gravidade destas doenças, elas são dificilmente debatidas e poucos são os serviços psicossociais oferecidos dentro das corporações para que o trabalhador tenha uma boa saúde psíquica. Segundo Machado de Assis, em sua obra “O Alienista”, a loucura além de distante, ainda é considerada como ruim e depreciativa dentro da sociedade.
Nesse sentido, é preciso que as pessoas saibam aceitar que os transtornos mentais existem em diferentes complexidades e que precisam de tratamento como qualquer outra doença. De acordo com o site de notícias da Globo – Portal G1 - boa parcela da população é psicofóbica e desinformada por classificar estas patologias como preguiça e esperteza. Diante dessa situação, nota-se que esse tipo de estigma deve ser combatido, pois ao lidar com estes julgamentos preconceituosos, o paciente poderá ter seu tratamento prejudicado e até mesmo ocasionar o suicídio.
Portanto, é preciso dizimar qualquer discriminação relacionada aos distúrbios mentais, além de promover o acesso ao tratamento e à discussão acerca do assunto. Para isso, é preciso que o poder público estruture as comunidades com ambulatórios e centros de atenção psicossocial para que o cidadão tenha fácil acesso a estes serviços. Assim como as empresas, em parcerias com universidades e ONG’s, devem oferecer aos seus colaboradores a assistência plena em saúde mental.
Como também, é importante a participação da sociedade civil em divulgar a informação a respeito destas doenças por meio de redes sociais ou seminários. Logo, essas práticas promoverão o amplo acesso à informação e ao tratamento, a fim de que se preze a saúde psíquica, o respeito e a cidadania das pessoas portadoras de transtorno mental.