A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 16/02/2019

A psiquiatra brasileira Nise da Silveira, emplacou durante sua vida a luta contra formas violentas de tratamento como as lobotomias e eletrochoques em pacientes portadores de problemas mentais. Atualmente apesar de tais práticas serem consideradas crime a falta de debate e inclusão geram um problema de descaso para com essas pessoas.

Em primeiro lugar é importante salientar a ignorância da sociedade moderna em relação a doenças psíquicas que ainda é motivo de apreensão,constatando um olhar medieval onde era comum matar pessoas com tais deficiências com argumentos de feitiçaria.O caso mais conhecido é o da guerreira francesa Joana Darc que foi queimada viva acusada de “bruxaria”,entretanto historiadores acreditam que a mesma sofria de esquizofrenia.

Apesar da omissão observa-se na sociedade ocidental grande admiração para com artistas que sofreram de tais distúrbios, demonstrando assim uma incompatibilidade e desconhecimento de assuntos vitais para o bem estar e a preservação da vida destas pessoas uma vez que admiram os girassóis do pintar holandês Van Gogh mas que rejeitam o fato de sua doença ter tirado sua vida graças ao descaso e a exclusão social.

Diante disso se faz necessário medidas para que não se coloque mais o fogo da ignorância nos campos amarelos da pluralidade mental.Para isso os Ministérios de Saúde e Educação devem atuar em conjunto na formulação de políticas públicas que forneçam aparato de inclusão em ambientes escolares desde a primeira infância até a formação superior e a assistência em rede pública de saúde para pessoas portadores de necessidades especiais e para familiares.A mídia televisiva também tem papel fundamental para construir o respeito e aceitação social com personagens como Tarso de “Caminho das Índias” que gerem empatia e demonstrem que não tem motivos para se temer o diferente e sim muito o que aprender,se livrando assim do fantasmas da ambiguidade e da desinformação aceitando cada um com sua diferença.