A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 22/02/2019
As doenças mentais, tais como o distúrbio do pânico, o transtorno bipolar, a esquizofrenia, e principalmente a depressão e a ansiedade, estão cada vez mais presentes na sociedade mundial. Entretanto, apesar da seriedade dos transtornos e do crescimento contínuo do número de casos das psicopatologias, há ainda muito preconceito e banalização acerca do assunto. O que é atribuído, entre outros fatores, pela falta de informações corretas e coerentes além da pouca discussão sobre a temática.
A Revolução Industrial do século XVIII mudou completamente a sociedade e as relações interpessoais, inserindo um caráter imediatista e aumentando o ritmo e a intensidade do trabalho. Características essas que se estendem até os dias atuais. Assim, o desenvolvimento de doenças mentais pode ser atribuído à marcha insana das jornadas de trabalho, ademais a rapidez exacerbada do mundo contemporâneo, que tornam os dias cansativos e infelizes além de diminuir a qualidade das relações humanas, deixando-as mais superficiais e passageiras.
Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país mais ansioso do mundo, onde 9,3% da população sofre de transtorno de ansiedade. O número alarmante é explicado principalmente pela crise econômica e social do país, intensificadas nos últimos anos. A economia frágil, o alto índice de desempregados, aliados a elevada exposição à violência e a precariedade dos sistemas públicos de saúde e de transporte, são aspectos estressantes e desencadeadores da ansiedade na população brasileira.
Evidencia-se, portanto, que os fatores desencadeadores de psicopatologias estão intrínsecos na contemporaneidade, e que a tendência é o aumento dos casos das doenças mentais. Sendo assim, é imprescindível uma maior visibilidade do assunto, a fim de informar todos sobre a real existência do problema, suas causas, consequências e tratamentos. Também é vital a disponibilização e o acesso facilitado aos tratamentos adequados e acompanhamentos psicológicos e psiquiátricos.