A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 18/02/2019

No livro “Dom Quixote”, escrito pelo romancista Miguel de Cervantes no século XVI, narra-se de forma bem humorada e inteligente a história de um homem de meia idade, o qual acaba sendo acometido por distúrbios psíquicos, perdendo assim sua faculdade mental devido a uma condição solitária e seu hábito de ler romances de cavalaria compulsoriamente. De maneira análoga, a obra literária dialoga em parte com o âmbito factual, tendo em vista que as doenças mentais, além de serem pouco debatidas no momento presente, ainda são tratadas sem austeridade alguma pela sociedade e submetidas a um caráter humorístico, porém, paralelo a obra esse humor é frívolo e nefasto.

Hodiernamente, distúrbios mentais como depressão, ansiedade, transtorno bipolar e entre outros, são poucas vezes colocados em discussão na esfera social, causando assim a sensação de inexistência do problema. Ademais, entre os mais jovens há o surgimento de mais uma adversidade, a banalização dos transtornos mentais(principalmente a depressão), fator esse que manifesta-se principalmente nas redes sociais por meio de páginas de Facebook, as quais escarnecem essas doenças, atribuindo a elas um status de gracejo. Além disso, segundo a ONU(Organização das Nações Unidas) 23 milhões de cidadãos brasileiros apresentam transtornos mentais, sendo que 20% desses demonstram estágios moderados e graves, logo, é possível perceber a premência da democratização do debate sobre essas doenças e seu desligamento com o caráter banal.

De acordo com o filósofo Prussiano do século XVIII, Immanuel Kant: " O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele". Dessa forma, as palavras desse pensador moderno permitem compreender  a importância do processo educacional na formação de cidadãos. Destarte, a supressão  do hiato de diálogos entre os indivíduos brasileiros sobre as doenças mentais e da futilização do debate em relação a essas, acontecerá na medida em que as instituições educacionais assentarem-se na responsabilidade de disseminar de modo instrutivo a compleição relevante da desobstrução de ideias acerca  dos transtornos psicológicos.

Portanto, o Poder Executivo na figura do Ministério da Educação em conjunto com as prefeituras deve ter o encargo da criação de um programa nacional de incentivo ao debate a respeito das doenças de caráter psicológico, no qual o Governo Federal disponibilizará recursos financeiros e capital intelectual, enquanto que, as prefeituras terão por objetivo a organização de palestras de acordo com cada município em escolas, universidades e institutos federais para que haja a democratização e fomentação do diálogo a respeito dos transtornos psíquicos em síntese com a cessação do tratamento banal dado a essas condições clínicas bor boa parte dos jovens.