A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 20/02/2019

É inegável que as doenças psicológicas,como a esquizofrenia, durante a Idade Média eram consideradas como obra do maligno, visto que as pessoas que possuíssem não obteriam a salvação, pois a mente era pecaminosa. Hodiernamente, é perceptível que esses tabus ponderam na sociedade atual, permitindo, portanto,que o preconceito se insira e , por conseguinte, a ausência de investimento para atenuar essas mazelas. Nesse sentido, é imprescindível que medidas sejam promovidas para debater sobre essa problemática e atenuar os conflitos.

Em primeira análise, segundo Bento de Espinosa , “a mente e o corpo são um só”. Tal panorama pode ser associado a necessidade de debater sobre as doenças mentais, visto que elas são vistas pejorativamente pela sociedade. Entretanto, essa imposição não é colocada na prática, pois o preconceito sobre essas doenças então inseridas na sociedade, e por conseguinte, muitos cidadãos não procuram ajuda médica, e por consequência, o diagnostico é tardio, o que pode refletir na saúde corporal, como a obesidade decorrente da ansiedade e nervosismo.

Outrossim , segundo a lei 10.216, o governo dispõe proteção e direitos aos portadores mentais. Todavia, essa premissa não é efetivada na prática, uma vez que não apresentam profissionais capacitados,como psicanalistas e psiquiatras nos postos de saúde para atender essa demanda.Além disso, em consonância com os dados divulgados ,em site, pela Organização mundial da saúde, aproximadamente 400 milhões de pessoas possuem transtornos mentais. Isso é decorrente da falta de assistência médica sobre essas doenças na sociedade.

Dessarte, é fundamental que seja instituída uma conscientização sobre as doenças mentais no Brasil. Isso deverá ser promovida por meio de campanhas, através da mídia televisiva, com o fito de propagar a importância do equilíbrio entre a mente e o corpo na sociedade. Ademais, é fulcral que o Ministério da Saúde estabeleça projetos nas comunidades, com o objetivo de instruir a população como ter uma vida mais equilibrada nesse caos de agitação que vivencia a sociedade. Alem disso é essencial que os profissionais da saúde sejam capacitados, por meio de cursos aprimorados, para efetivar a assistência adequada aos portadores de necessidade mental. Dessa forma, ter-se-á um equilíbrio entre corpo e mente pautada na premissa de Hipócrates e Bento de Espinosa.