A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 25/02/2019
De um lado, aumento da quantidade de diagnósticos de doenças mentais. De outro, pessoas que banalizam o cuidado psicológico como algo supérfluo. É este o paradoxo vivenciado no século XXI, em que, apesar de maior foco a respeito das enfermidades mentais nos últimos anos, ainda há a indispensabilidade de uma discussão mais atenta sobre devido a alguns desafios ainda existentes. Há, portanto, a necessidade da criação de medidas eficazes a fim de garantir uma melhor percepção acerca de tal situação.
Muitas pessoas, de maneira ignorante, ainda acreditam que os enfermos mentais possuem apenas “frescura” e se recusam a assimilarem como doentes que necessitam de cuidados sérios e eficientes. A mídia, como forma de combate a essa trivialização, tenta cada vez mais incluir a temática de transtornos psicológicos em seus projetos, como exemplo tem-se: os personagens Hannah - depressão - na série americana “13 Reasons Why” e Tarso - esquizofrenia - na novela brasileira Caminho das Índias. Essa atitude objetiva a tentativa de servir como suporte a vítimas desses contextos mediante a sua identificação com os personagens e a sensibilização da sociedade a possuir uma nova percepção.
Não obstante, isso ainda é insuficiente para que não haja banalização, pois é uma mentalidade que já está embutida em muitos indivíduos. Dessa forma, é cabível salientar que isso pode acarretar a negligência da saúde mental de alunos e trabalhadores, principalmente, que enfrentam várias situações de pressão psicológica e estresse. Empresas e escolas, em busca de resultados positivos, exigem cada vez mais e, em muitos casos, não se preocupam em fornecer serviço de auxílio psicológico, de maneira a ocasionar um baixo rendimento progressivo em tais pessoas e, por conseguinte, um possível agravamento dos problemas psicológicos, que podem chegar a extremos, como o suicídio.
Em suma, nota-se que as doenças mentais devem ser vistas com relevância para que haja a tomada de soluções viáveis para aprimorar as dificuldades que ainda persistem. Diante disso, faz-se necessária a participação de escolas e universidades, por intermédio de palestras, com psicólogos e psiquiatras, voltadas a pais e alunos, com o objetivo de viabilizar uma reflexão crítica quanto à importância da saúde mental. Ademais, Ministério da Saúde em parceria com os Ministérios do Trabalho e da Educação devem, juntos, atuar, através de projetos e campanhas em âmbitos educacionais e laborativos, a fim de promover nas escolas e empresas a concepção de que é preciso proporcionar um atendimento psicológico a fim de prevenir e tratar possíveis enfermidades psíquicas. Assim, será possível haver uma mudança na forma de lidar com problemas mentais e gerar maior suporte e compreensão aos enfermos com melhor eficiência e respeito.