A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 19/02/2019
É de conhecimento geral que, com o decorrer da história, algumas culturas -dentre as quais se destaca a ocidental com o cristianismo- interpretam transtornos psíquicos como sinais sobrenaturais da presença de energias negativas e até mesmo demônios, colocando as vítimas de tais enfermidades à sombra da sociedade. Na conjuntura atual, a falta de conhecimento unida a escassez de empatia, fazem com que os indivíduos portadores de doenças mentais sofram discriminação e julgamentos precoces sobra sua condição, fato impróprio para uma sociedade regida pelos Direitos Humanos.
É sabido que, para se diagnosticar um problema psicológico, são analisados sintomas como falta (ou excesso) de sono, assim como de apetite, concentração dentre outros comportamentos. Também vem sendo observada pela ciência a maior chance de desenvolver mazelas como câncer, derrame e complicações cardiovasculares em portadores de transtornos como a depressão, dados que explicitam ainda mais o caráter orgânico e não apenas psicológico das doenças mentais.
Outro aspecto de suma relevância, é a banalização constante das patologias relacionadas ao cérebro, como a existência das páginas “Graduação da Depressão”, “Português da Depressão” e outras com nomes similares no Facebook. O que trivializa ainda mais disfunções que carregam um impacto tão ruim para a vida de quem as têm, caracterizando desrespeito e irresponsabilidade.
Entende-se, diante do exposto, a necessidade de palestras em todas as escolas (adequando o conteúdo a faixa etária) sobre transtornos psíquicos, além da disponibilidade de uma psicóloga para prestar atendimento aos alunos em cada instituição de ensino do país com o prazo de um ano para a total implantação da proposta. Outrossim, cabe a família oferecer apoio e ensinar respeito a quem possui doenças psicológicas ou convive com pessoas que as portem. Dessa forma, o povo brasileiro se tornará mais consciente e acolhedor.