A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 22/02/2019
No livro “Os miseráveis’, do romancista Victor Hugo, é contada a história dentre outros personagens, de Fantine que, após ser abandonada pelo namorado e uma série de acontecimentos negativos em sua vida, é acometida por uma depressão. Fora dos livros, as doenças mentais é uma questão a ser pautada, e que devido à escassa argumentação sobre o assunto, é cercada de preconceitos e banalização.
Primordialmente, convém ressaltar a falta de discussão sobre transtornos mentais como fator relevante. De acordo com dados divulgados no jornal O Globo, doenças como depressão e ansiedade aumentaram consideravelmente nos últimos 25 anos. Contudo, por falta de políticas dedicadas a área, que promovam tratamento e integração social, por meio da informatização da população, pessoas vítimas de tais mazelas são constantes alvos de preconceitos, visto que, segundo o filósofo Voltaire: " Preconceito é opinião sem conhecimento.”
Sob outro ângulo, é possível notar também a banalização presente na sociedade quanto às doenças mentais. Segundo dados da Universidade de Stanford, 38% das referências a esquizofrenia , em 2012, foram metafóricas. Apesar do alarmante dado, que revela a frequente normatização da problemática, nenhuma medida efetiva foi tomada para conscientizar a população. Com isso, formam-se gerações aculturadas pela trivialização de tais doenças, o que torna a situação um círculo vicioso.
Assim sendo, o Estado, juntamente com ONGs especialistas em problemas mentais, e canais de televisão, deve promover debates em rede nacional, com participação de espectadores, para esclarecimento sobre essas enfermidades, promovendo conhecimento e assim diminuir preconceitos. Ademais, promova a distribuição de cartilhas educativas para a população e nas escolas, explicitando o que são distúrbios como depressão e ansiedade, a gravidade de cada um e a importância de tratar do assunto com seriedade, produzindo assim, a conscientização por meio da informação e debate.