A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 23/02/2019

Os distúrbios mentais, em suas mais variadas formas, são considerados um grave problema de saúde pública. A cada dia, doenças como a depressão e transtornos de ansiedade acometem pessoas de diversas faixas etárias e classes sociais. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 85% da população mundial sofrerá pelo menos uma vez com algum tipo de enfermidade psíquica, o que revela a importância de se diagnosticar os pacientes corretamente e em tempo hábil e quebrar o estigma que existe em torno do tema.

Atualmente, a depressão figura como o distúrbio mental de maior destaque não só no Brasil, mas no mundo. A principal característica dessa doença, é a completa sensação de angústia, tristeza e muitas vezes até impotência para realizar atividades básicas do dia a dia. Por tal motivo, o indivíduo opta por se isolar do convívio social e até mesmo, do próprio trabalho, o que demonstra que a doença não o afeta apenas isoladamente, mas socialmente.

Uma das possíveis causas para este problema está relacionada a predisposição genética, bem como a fatores externos que impedem o indivíduo encontrar seu estado de equilíbrio e desencadeia este e outros problemas mentais. Embora seja evidente a gravidade do assunto e a necessidade de se debatê-lo, existe um grande preconceito social a respeito do tema, o que torna difícil a obtenção do diagnóstico e tratamento adequados, já que o indivíduo opta por se isolar e não buscar auxílio profissional necessário.

Dessa forma, medidas devem ser tomadas para quebrar o estigma social em relação as doenças mentais, com ações efetivas do Governo Federal para ampliar a criação e o desenvolvimento das CAPS (Centro de Atenção Psicocial) e possibilitar o acesso dos pacientes com transtornos ao tratamento adequado. Outra medida extremamente importante, é debater o temas com jovens nas escolas e universidades para que haja a efetiva conscientização a respeito do tema e a busca pelo tratamento adequado.