A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 24/02/2019

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à Saúde e ao bem-estar social. Conquanto, os transtornos mentais impossibilitam que essa parcela da população desfrute dessas prerrogativas na prática. Nessa perspectiva, deve haver uma discussão sobre doenças mentais para que esses desafios sejam superados de imediato e uma sociedade integrada seja alcançada.

É indubitável, que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles a política deve ser utilizada de modo que por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, observa-se que, apesar da constituição garantir saúde a todos brasileiros, os pacientes com distúrbios mentais se veem desamparados, haja vista que, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 75 por cento dos enfermos não recebem tratamento adequado, sendo no Brasil aproximadamente 23 milhões de indivíduos possuem essa adversidade.

Também, destaca-se a falta e empatia como impulsionador do problema. De acordo com o sociólogo Durkheim o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar seguido de generalidade, coercitividade e exterioridade. Seguindo esse linha de pensamento, observa-se que muitas vezes, infelizmente é herança de uma complicação histórica. Prova disso são os psiquiatras do século XX, que realizavam lobotomias em seus pacientes com desorientações mentais, dessa maneira fritando o cérebro de quem passava pelo procedimento.

Infere-se, portanto, que há entraves há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério Público, deve mediante de campanhas na televisão e rádio, ensinar como lidar com esses sujeitos  para integra-los na sociedade. Alem de utilizar influenciadores digitais, pois esses tem tido grande influência no comportamento dos jovens hoje em dia, que serão responsáveis por trazerem as mudanças para o futuro. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a informação muda o mundo e transforma as pessoas. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir nas escolas e faculdades, palestras ministradas por especialistas acompanhados de relatos das dificuldades reais de mães com filhos portadores de alguma doença mental, gerando assim um impacto real em quem vai receber a informação.