A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 24/02/2019
O peso das palavras
Os transtornos mentais, são uma grande variedade de condições que, afetam humor, raciocínio e comportamento. A ligação entre preconceito e sofrimento psíquico permanece embutida na sociedade, e também por pessoas portadoras do distúrbio, que por ausência de conhecimento e intolerância, não procuram tratamento adequado.
De acordo com a OMS, cerca de 23 milhões de pessoas (12% da população), necessitam de algum atendimento em saúde mental no Brasil. Muita gente acredita que os doentes mentais, são violentos, as notícias sobre crimes ajudam a perpetuar essa crença. Uma das formas mais eficientes de perenizar a aversão contra os indivíduos diagnosticados com perturbação intelectual, é aplicar termos da psiquiatria fora do contexto.
A imprensa é mestre na arte do uso metafórico da palavra esquizofrenia, os portadores dessa enfermidade apresentam períodos em que têm dificuldade para distinguir o real do imaginado, é isso, mas na linguagem corrente passou a designar “absurdo”, “incoerente” e “contraditório”. “93% das pessoas com doença mental não são agressivas, mas isso nunca é notícia " diz o professor Wagner Gattaz, da Faculdade de Medicina da USP.
O estigma destrói a autoestima dos doentes, que desistem de procurar o especialista por medo do diagnóstico e da discriminação. Dessa forma é necessário, uma mobilização e dinheiro do Estado, em parceria com os colégios e universidades, ambos, públicos e privados, para desenvolver o programa " Juventude Condescendente " , é um projeto com duração de 1 hora, realizado todas as sextas-feiras, após as aulas, dentro do âmbito escolar com palestras guiadas por psiquiatras e psicólogos, a fim de expandir a ideia do aluno, no campo das disfunções no funcionamento da mente, seus impactos significativos e consequências sociais.