A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 24/02/2019

Sociedade enferma

A hodiernidade é caracterizada por um constante crescimento dos casos de doenças mentais no Brasil. Este fato está relacionado aos grandes avanços tecnológicos ocorridos em um curto espaço de tempo. Contudo, a população insiste em desmerecê-las.

Em primeiro lugar, o sociólogo francês Émile Durkheim descreve o suicídio como algo diretamente relacionado com o meio e as pessoas com qual o indivíduo vive. Ou seja, a ausência de relações saudáveis pode acarretar no desenvolvimento ou agravamento de uma psicopatologia. Ademais esta ação social sobre o indivíduo é amplificada na atualidade, haja vista que as redes sociais promovem uma constante sensação de julgamento dos demais e autocrítica exacerbada. Outrossim, há a necessidade de se estar conectado o tempo todo.

Em segundo lugar, o artigo 198 da Constituição Federal brasileira reconhece a saúde como direito de todos e dever do Estado. Entretanto, quando se trata de enfermidades mentais, os sistemas públicos carecem em um atendimento digno. Assim, ao mesmo tempo que se exige muito das pessoas, a sociedade não oferece apoio ao tratamento de doenças mentais na mesma proporção das demais, pois aquelas não se manifestam de maneira física, logo, são menos perceptíveis.

É necessário, portanto, maior alteridade sobre as pessoas com doenças mentais. Dessa forma, as escolas devem alertar os alunos sobre as causas e consequências destas patologias, além de promover debates sobre empatia. Com isto, haverá a formação de cidadãos mais conscientes e que se preocupam com os demais. Por outro lado, o Sistema Único de Saúde (SUS) deve fornecer medicamentos gratuitos para o tratamento das enfermidades psíquicas, para assim, cumprir com o escrito na Constituição.