A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 25/02/2019

Desde o iluminismo entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza pelos problemas do outro. No entanto, quando se analisa as questões das doenças mentais na sociedade brasileira vê-se que: a falta de informação sobre essas doenças e o tabu em aceitar que estas são realmente patologias e que precisam de tratamento fazem com que esse ideal iluminista seja visto apenas na teoria e não desejavelmente na prática.

A priori, a falta de informação sobre as patologias mentais em conjunto de um ideal de felicidade, onde se o individuo demonstra estar feliz, trabalhando e sabe esconder seus sentimentos deve estar saudável. Nesse segmento, segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, as interações dos indivíduos com seus semelhantes e o ambiente tornaram-se mais fluidas e menos concretas. Como resultado, a ausência de profundidade no contato interpessoal causado por esse ideal cria um extremo vazio íntimo e emotivo, que leva ao surgimento de psicopatologias.

A posteriori, principalmente fora do meio médico as doenças psiquiátricas são vistas como um tabu e continuam sendo encaradas como sinal de fraqueza, incompetência e frescura. A partir disso, segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar repleta de generalidade, exterioridade e coercitividade. Seguindo essa linha raciocínio, pesquisas realizadas no Centro Nacional de Pesquisas da Inglaterra mostram que 1 em cada 5 pessoas acreditam que doenças mentais são causadas pela falta de vontade.

Portanto, para se atenuar essa problemática é de suma importância que o Governo Federal com o auxílio do Ministério da Saúde por meio de subsídios financeiros invista na realização de palestras ministradas por psicólogos em escolas e empresas, demonstrando a gama de doenças mentais existentes, formas de identificação, além da importância do acompanhamento de um profissional especializado; A fim de, diminuir o índice de preconceito acerca dessa realidade na sociedade brasileira.