A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 31/03/2019
No ano de 1999, dois homens que portavam transtornos psicológicos mataram cerca de 12 alunos de uma escola em Columbine. De maneira análoga, atualmente, é possível afirmar que casos de violência envolvendo doenças mentais entraram em debate devido à ausência de tratamento desses indivíduos. Isso ocorre não só pela poucas informações da população sobre as formas de prevenção desses distúrbios, mas também pelo preconceito existente em vítimas dessas doenças.
Antes de tudo, a escassez de conhecimento sobre os sintomas das doenças mentais impede a procura por ajuda médica, já que as pessoas não acham necessária. De acordo com pesquisas da OMS, 36% dos países não tem políticas voltadas para saúde mental. Nesse sentido, torna-se essencial a presença de meios para atender indivíduos com esse tipo de problema, pois a terapia é vital para manutenção da qualidade de vida deles.
Além disso, a discriminação atrapalha a ida de pacientes para postos de psiquiatria, visto que eles temem ser vistos como loucos pela população. Segundo Aristóteles, filósofo grego engajado nas questões morais, o homem é um ser social. Nesse sentido, é lamentável que o poder público negligencie o combate ao preconceito, já que a sociedade tem a capacidade de moldar as ações de cada integrante.
Logo, medidas são necessárias para atenuar o impasse. A mídia deve, em parceria com o Ministério da Saúde, promover campanhas que estabeleçam formas de prevenção dos transtornos psicológicos. Isso pode ser feito, por meio de propagandas que divulguem informações sobre os diferentes tipos de disfunção no sistema nervoso com a presença de métodos para buscar o acompanhamento médico adequado. Além do mais, cabe ao Ministério da Educação abordar o tema da saúde mental de maneira abrangente nas escolas, visando a diminuição do preconceito, haja vista que o colégio possui papel fundamental na vida do educando. Espera-se, com isso, a melhoria no tratamento desses distúrbios.