A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 26/03/2019
Aluísio de Azevedo diz em sua obra “O Cortiço” que o homem é produto do meio em que vive. Assim como na obra, o determinismo é marcado na sociedade contemporânea; embora que na sociedade brasileira atual ainda é possível visualizar o legado presente na questão da importância de se discutir sobre doenças mentais, seja pela ineficácia Estatal, seja pela negligência social.
É indubitável que os aspectos governamentais estejam entre as principais causas da problemática. De acordo com o contratualista Thomas Hobbes, o Estado deveria ser a instituição fundamental para regular as condições humanas, logo, deve agir como mediador do bem comum; mas encontra-se justamente o contrário, uma vez que o Estado é falho e deixa de impor a importância de se discutir sobre doenças mentais. No entanto, a ausência de políticas públicas corroboram com a constância do problema, expondo homens e mulheres como ansiedade, depressão, distúrbios alimentares etc.
Sob esse viés, para o sociólogo Emile Durkheim, em seu livro “O Suicídio” mostra que o Suicídio envolve a sociedade como um todo e não apenas o indivíduo que comete. Hoja vista que, é válido analisar que a negligência social corrobora com a problemática; vale ressaltar que a sociedade é individualista, negligenciando tais pessoas que sofrem com esses tipos de doenças, levando grande parte dos jovens a cometer Suicídio.
Nota-se, portanto, medidas para amenizar à problemática. O Ministério da saúde por sua vez deve promover campanhas especializadas nos casos de doenças mentais, em unidades de saúde básicas com psicólogos orientando e ajudando jovens e adultos que sofrem com tais doenças. Outrossim, a mídia se mobilizar através de anúncios, campanhas sobre o setembro amarelo em redes sociais, alertando da importância de se discutir sobre a prevenção do suícidio. A fim de informar a população diante à problemática e, ajudar essas pessoas que sofrem com esses tipos de doenças, terem amparo em meio social. Assim, finalmente ver o país desenvolvido socialmente e criar um legado diferente do determinismo.