A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 13/05/2019
As doenças mentais são um dos principais grupos de patologias negligenciadas pela sociedade, desde os tempos mais remotos. Hoerdinamente, as desordens psiquiátricas ainda são consideradas tabus pela sociedade. Nesse contexto, não há dúvidas de que a premência em debater as doenças mentais é um desafio no Brasil o qual ocorre, devido não só à falta de resiliência do grupo social, mas também ao preconceito da sociedade.
A Constituição cidadã de 1988 garante ao indivíduo o direito à saúde mental, bem-estar psicológico, integridade psíquica e pleno avanço intelectual e emocional, todavia, o corpo social não efetiva esse direito. Consoante Friedrich Nietzsche, diz que “aquilo que não nos mata, nos torna mais forte”, logo se verifica que a resiliência é então a capacidade de permanecer instigado por seus objetivos frente a problemas, frustações, eventos negativos e estressantes. Para isso, é necessário aceitar as exigências do mundo, e saber lidar com emoções agradáveis, tal como experiências desagradáveis.
Outrossim, o preconceito da sociedade é um grande impasse para o devido cuidado e tratamento da psicopatologia humana. Tristemente, a existência da discriminação contra as doenças mentais é reflexo da valorização dos padrões criados pela consciência coletiva. No entanto, segundo o pensador e ativista francês Michel Foucault, é preciso mostrar ás pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para transpor as barreiras criadas pela mesma.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para combater esse problema. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova, “A semana do desbravamento da psique humana” junto de palestras, apresentações artísticas e atividades lúdicas de fácil entendimento, sobre o quão perigoso é o descuido ao devido tratamento da saúde mental, como também ao Ministério das Comunicações promover campanhas por vídeos via redes sociais oficiais sobre então a questão debatida e banners em espaços públicos. Uma vez que ações culturais coletivas tem imenso poder transformador, a fim de que a comunidade escolar, a sociedade geral por conseguinte se conscientizem. Desse modo, a realidade de ausência de debates sobre doenças mentais será um alerta para toda a sociedade.