A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 18/04/2019

Nos tempos da inquisição, as doenças mentais, foram entendidas como manifestação do sobrenatural, demoníaco e até satânico, consequentemente os portadores dessas doenças eram submetidos a situações desumanas. Já nos dias atuais, de acordo com o artigo 3, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Embora a constituição proteja os portadores de doenças mentais, além disso, é necessário para o bem estar desses indivíduos que exista um bom condicionamento social. O aumento constante dos índices de depressão, bem como a persistência da exclusão dos portadores psicopatológicos, evidenciam a necessidade de debater as doenças mentais.

De fato, a depressão é considerada o mau do século. Segundo dados da organização mundial da saúde, a doença deverá ser, até 2030, a segunda maior causa da perda de qualidade de vida no mundo. Na série “Os 13 porquês” mostra a vida de uma garota que sofre de depressão e comete suicídio, sendo imprescindível ressaltar a cena em que a protagonista procura ajuda com um dos funcionários da escola, que se encontra sem nem um tipo de preparo para tal ação, contribuindo para o autocídio da personagem. Isso acontece, por efeito da falta de educação emocional nas escolas. Por conseguinte submete, futuros adultos a uma depressão. Soma-se a isso a grande expectativa e pressão sofrida pelas pessoas na atualidade para alcançar a ideia utópica de vida perfeita, sendo as redes sociais um exemplo de meio para isso, contribuindo para a persistência do aumento dos índices.

Ademais, os portadores psicopatológicos são por muitas vezes excluídos da nossa sociedade. Na série americana “Atypical” retrata a vida de um garoto autista, mostrando não só suas dificuldades intelectuais, como também a exclusão sofrida por ele no âmbito escolar. Isso acontece graças falta de conhecimento das pessoas sobre o assunto, bem como um pensamento preconceituoso devido a crenças populares, como por exemplo a ideia errada de que portadores de doenças mentais não conseguem socializar. Por consequência, a exclusão desses portadores persiste.

Como vimos, tanto o aumento constante dos índices de depressão quanto a persistência da exclusão dos portadores psicopatológicos são consequências da falta de debate sobre as doenças mentais. Visando acabar com esses problemas é necessário que O Ministério da Saúde, juntamente com o Mistério da Educação, incluam na grade curricular das escolas educação emocional, e por meio de concursos públicos empreguem profissionais da área de psicologia e psiquiatria para além das aulas, fornecer palestras incentivando a inclusão dos portadores de doenças mentais.