A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 20/10/2019
No filme “Joker”, o protagonista Arthur tem problemas mentais, que são parcialmente tratados por uma psiquiatra, até que a verba para manter o local de tratamento é cortada, deixando Arthur instável e o levando a ter surtos de violência. Fora da ficção, pode-se perceber similaridades com a realidade vivenciada pelos indivíduos mentalmente doentes, que são muita das vezes ignorados pela sociedade. Nesse contexto, é possível perceber graves problemas no que tange não só a falta de seriedade com que tratam o problema, mas também no descaso público.
A priori, faz se necessário atentar para a falta de seriedade com que é tratada a problemática. De acordo com o portal de notícias G1, cerca de 20% da população brasileira tem algum transtorno mental. Diante do exposto, é inaceitável que a questão seja negligenciada e não discutida já que a falta de comunicação e a ridicularização de pessoas com algum tipo de transtorno mental pode levar a graves consequências, como surtos, automutilação e até o suicídio.
Outrossim, é o descaso do sistema de saúde pública. Segundo a ONU, 80% das pessoas não tem o tratamento adequado, sendo 23 milhões de indivíduos no Brasil. Diante disso, é indubitável que a falta de investimentos no tratamento mental público é um grande impasse, que não pode ser ignorado, já que, parte da população depende desse apoio psicológico e psiquiátrico que deve ser de qualidade.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para superar o impasse. Para que os indivíduos tenham tratamentos adequados, urge que o poder público juntamente com o ministério da educação façam palestras em escolas, na mídia e uma reforma no sistema público de tratamento psicológico e psiquiatra, por meio da capacitação de profissionais e discursos sobre as doenças mentais e formas de buscar ajuda se o indivíduo se identificar com alguma, com o intuído de ajudar a todos e promover um tratamento adequado e de qualidade. Dessa forma, não deixando a população vivenciar o mesmo que o personagem Arthur.