A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 19/05/2019
A obra “Prisioneiros da mente”, escrita por Augusto Cury, expõe que no cérebro humano,se produzem mais cárceres que nas maiores prisões do mundo. De maneira análoga no Brasil, é perceptível que a mente humana ainda é algo que não causa tanta preocupação à sociedade.Pois,ainda é vista como algo que não deve haver tanta importância.
De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde),ainda não há uma definição oficial de saúde mental,de maneira geral é utilizada para falar sobre a saúde psicológica de alguém,visto que 5% dos homens e 10% das mulheres,vivenciam pelo menos 1 episódio de transtornos psicológicos em suas vidas. À medida que, a necessidade de uniformizar e principalmente adequar os tratamentos à esses transtornos,fez surgir em 1952, o primeiro Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM),elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria. A partir daí,foi-se tornando possível combater esses problemas.
Segundo o psiquiatra Luiz Fernando Pedroso, insanidade cerebral é um estado de tristeza,desânimo e principalmente inferioridade,devido a isso as pessoas têm vergonha de assumir que possuem algum problema psíquico,pois muitas vezes o desconhecimento gera preconceito. Da maneira que comentários como “Isso é frescura” ou apenas “É uma fase e vai passar”,acabam intervindo diretamente nos sintomas dessa doença,inclusive os adolescentes que enfrentam desafios e cobranças como ingressar numa faculdade,ter o emprego certo. Mediante á isso,complica-se cada vez mais o diagnóstico e tratamentos do problema.
Contudo, pessoas que sentem-se vulneráveis á esses problemas,devem saber que é essencial o equilíbrio entre o mundo interno e externo que está bem com os outros e consigo e saber lidar com emoções agradáveis e desagradáveis é crucial. Para isso,o Estado deve promover,tanto no âmbito escolar como em Unidades Básicas de Saúde,uma avaliação psicológica regularmente,para que essas pessoas que sofrem com essas patologias vejam que não estão sós , e que o que sentem não é frescura é doença.