A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 26/05/2019
A banalização das doenças mentais e o vício por remédios.
Dona Maria I, antiga rainha de Portugal, até hoje acompanha em seu nome a palavra “louca”, identificando que desde os tempos antigos, pessoas com problemas mentais eram taxadas e sofriam preconceito. Hoje, com a era da tecnologia e consumismo, muitas pessoas desenvolvem ansiedade, depressão e outros problemas que são banalizados nas redes sociais e viram memes como páginas humorísticas nomeadas como “futebol da depressão”, entre outras. Contudo, pessoas com doenças mentais possuem medo de expor seu problema e serem excluídas de seus grupos sociais, criando barreiras para a busca de tratamentos e os que são tratados costumam desenvolver um vício por remédios e uma vida mais limitada.
Primeiramente, com o avanço da tecnologia, as informações chegam cada vez mais rápido para usuários de todo o mundo. Esse momento reflete ativamente na saúde mental das pessoas, que estão sempre tensas e ansiosas desenvolvendo problemas mais graves podendo causar até mesmo o suicídio. Além disso, a situação só piora com a banalização dessa situação por meio memética, que desrespeita essas pessoas e causa ainda maior insegurança em expor seus problemas ao próximo e buscar ajuda com psiquiatras, com medo de perderem seu amigos e emprego.
Outrossim, indivíduos que estão em tratamento costumam se viciar em remédios tarja preta que consideram ser a única opção de melhora de seu quadro. Ademais, isso as deixa mais lentas e com dificuldade para associar as coisas, sendo importante o uso destes medicamentos por um tempo limitado para sua melhora, o que não ocorre nos tempos atuais. Até mesmo crianças já usam medicamentos para hiperatividade e outro problemas mentais que tiram um pouco de sua energia vital para brincar e estudar, as deixando sempre sonolentas.
Portanto, é essencial que pessoas viciadas em remédios tenham conhecimento e procurem um tratamento com um psicólogo para que haja uma mudança significativa na sua qualidade de vida, perdendo essa dependência química. Isso pode ser realizado através de campanhas nas mídias sociais feitas pelo ministério da saúde, que englobem a importância de um tratamento com a psicologia antes do psiquiatra e também uma mudança no pensamento social quanto a doenças mentais para que essas pessoas criem coragem de procurar ajuda. Também é necessário que o governo disponibilize uma verba para este ministério que fosse usado para disponibilizar alguns tratamentos gratuitos que também incentivariam a busca pela melhora.