A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 03/06/2019

A partir de 1964, a sociedade brasileira vivenciou uma ditadura. Em relação á saúde mental, haviam com frequência violações de direitos, o abandono, o confinamento, o cerceamento da liberdade e a crueldade dos manicômios. Ainda hoje, pessoas que enfrentam transtornos mentais são tratadas com descaso tanto pelos órgãos de saúde mental, quanto pela sociedade em si. Neste viés, é de suma importância avaliarmos o comportamento dos mesmos diante desta problemática.

Primeiramente, os grupos de pessoas com transtornos mentais ainda são vistos com um olhar pejorativo pela esfera pública de nossa sociedade, dificultando o diálogo entre as vítimas, afim de ajudá-las. Vale ressaltar que, a ausência de debates sobre saúde mental nos diversos âmbitos da sociedade resulta na falta de conhecimento do tema. Por conseguinte, este assunto torna-se um “tabu”, pois as pessoas não vêem relevância em discuti-las.

Contudo, o descaso dos órgãos de saúde mental implicam na ascensão social das vítimas, pois restringem as oportunidades de socialização e ressocialização para estes grupos, quando não investem em tratamentos para os mesmos.

Diante desta perspectiva, faz-se mister que o Estado, junto com os órgãos de saúde mental, criem mecanismos que auxiliem na socialização e ressocialização  desta parcela da população, como também na melhoria da saúde psíquica brasileira, através de mais atendimentos psicológicos e psiquiátricos acessíveis aos cidadãos. Ademais, investirem em palestras á respeito do tema nos meios de comunicação, afim de moldar um pensamento coletivo e solidário, para que as vítimas de transtornos mentais do século XXI, não sejam tratadas de forma similar às crueldades vivenciadas nos manicômios da ditadura.