A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 06/07/2019

Durante a Idade Média, com a influência da igreja católica sobre o pensamento das pessoas, as doenças mentais eram tratadas como um pecado, já que a pessoa doente era taxada como possuída pelo demônio. Atualmente há diversos estudos que comprovam que as doenças mentais são comprometimentos de ordem psicológica, que necessitam de um tratamento adequado, entretanto, faz-se necessário debater sobre elas, já que ainda hoje possuem pouca visibilidade.

É incontestável que as doenças mentais possuem efeitos psicológicos e psiquiátricos, uma vez que afetam a mente e o corpo. Tais deficiências aumentam o risco de outras doenças como o câncer, derrames, além de ser uma das causas do aumento de suicídios no Brasil. Segundo dados do Mapa da Violência a taxa de suicídio entre jovens de 15 a 29 anos subiu 10% entre 2002 e 2014 e dentre os principais motivos está a depressão.

Entretanto, apesar da gravidade dessas doenças, ainda há um grande descaso das pessoas com elas, pois por muitas vezes estes distúrbios podem ser vistos como preguiça ou frescura e não como um transtorno que necessita de um tratamento. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) há cerca de 23 milhões de pessoas nessa situação e pouco tratamento especializado. Contamos com cerca de 1981 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) que possui um trabalho psicológico e psiquiátrico especializado, porém limitado.

Portanto, para que as doenças mentais possam ter maior visibilidade e tratamento adequado, é necessário que o Ministério da Saúde, juntamente com os meios midiáticos, divulguem propagandas, através das redes sociais, pois possuem um grande alcance, para que tanto as doenças mentais quanto seu tratamento possa ser reconhecidos por um número maior de pessoas. Cabe ainda ao Ministério da Saúde investir na criação de centros de tratamento especializado vinculados ao sistema público de saúde  afim de aumentar o acesso aos tratamentos e minimizar a os efeitos das doenças.