A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 06/07/2019

De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à saúde e bem-estar, assegurados pelo Estado. Contudo, no século XXI, grande parcela da população tem esse direito tão básico violado devido à doenças mentais, atreladas principalmente ao sentimento de solidão, advindo do uso excessivo de tecnologias.

De fato, a criação da internet, em 1969, trouxe diversos benefícios para todos, contribuiu com a comunicação e aproximou pessoas de todo o mundo. Entretanto, esse ambiente também levou um enorme número de pessoas à problemas psicológicos, de maneira especial por efeito das redes sociais. Nesse sentido, de cordo com dados da Organização Mundial da Saúde, mais de 400 milhões de pessoas no mundo sofrem com transtornos mentais. Diante disso, percebe-se que, mesmo com a liberdade comunicativa, cada vez mais as pessoas se sentem sozinhas, causa principal desse tipo de doença, como citado pela revista Época.

Nesse viés, o seriado “Os Treze Porquês”, mostra a realidade de uma jovem prejudicada em grande parte pelas mídias sociais, que opta pelo suicídio como fuga do seu problema. Em consonância, a série apresenta as consequências advindas da exposição na internet, além de apontar a importância do apoio da família e de amigos em situações desse porte. Obliquamente, assim como relatado por Hannah Baker, muitas pessoas sofrem com os males do século, as doenças mentais, e se sentem perdidas ao notar que a solidão aparece mesmo diante de uma multidão, como acontece na internet.

Assim, é notória a necessidade de cuidados quanto ao transtorno psicológico. Logo, o Ministério da Saúde, em conjunto com as Escolas Municipais, deve promover palestras e projetos de atendimento psicoterapêutico, para alunos do Ensino Fundamental e Médio, com profissionais especializados na área, a fim de que esses percebam que podem contar com a escola para buscar ajuda. Pois, como dito pelo filósofo Platão, “o importante não é viver, mas viver bem”.