A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 20/07/2019
Na contramão do significado de trabalho na Antiguidade Grega, onde somente escravos e classes baixas exerciam o laboro, a sociedade contemporânea vê nas relações laborais uma forma de ascensão e prestigio social. Com isso, a cobrança em ambientes corporativos torna-se cada vez mais presente e faz com que o estresse transforme-se na principal porta de entrada para outros transtornos mentais.
Nesse contexto, com uma sociedade marcada pela rapidez, pela conectividade e pela informação, síndromes como a de Bornout estão levando a população a um esgotamento profissional, físico e emocional e em muitos casos a doenças como depressão, ansiedade e distúrbios do pânico. No entanto, por mais que no mundo 400 milhões de pessoas sejam afetadas por algum tipo de transtorno mental, apenas 25% a 15% recebem um tratamento adequado, segundo a ONU.
Dessa forma, é evidente a falta de investimentos e informações a respeito de distúrbios que atingem uma boa parcela da população mundial. Concomitantemente, estimativas do Fórum Econômico Mundial, mostram que essa realidade tende a mudar e que até 2030 o total de investimento em tratamentos de doenças psicologias ultrapassaria os gastos com diabetes, câncer e doenças respiratórias. Sendo assim, nota-se que a sociedade está cada vez mais inclinada a desenvolver tratamentos e a solucionar tais transtornos, que são, atualmente, a 2° causa de afastamento de serviços.
Sendo assim, é clara a mudança da antiguidade para a atualidade acerca das relações de trabalho, e como o ambiente de trabalho, familiar e social afetam a saúde mental da população. Portanto, é necessário o engajamento do Estado através da expansão do projeto CAPS e hospital psiquiátricos, visando um atendimento mais humanizado e qualificado. E por meio da disponibilização de médicos especialistas e medicamentos, principalmente, para as classes baixas, auxiliar e amparar a população afetada por algum tipo de transtorno mental.