A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 24/07/2019
´´Holocausto Brasileiro´´, um livro escrito por Daniela Arbex, retrata um período sombrio ocorrido no Hospital Colônia de Barbacena, Minas Gerais. Ali, pessoas com doenças mentais eram tratadas de forma desumana, seus direitos fundamentais como liberdade e dignidade, foram retirados. A partir disso, de maneira semelhante, vê-se a necessidade, hoje, de discutir no Brasil sobre os transtornos mentais. Nesse sentido cabe analisar problemáticas como o não acesso ao tratamento adequado e a banalização, para então buscar soluções eficientes para findar essa óbice.
Em primeiro plano, é ideal esclarecer que quando o ser humano possui alguma doença mental é rotulado de preguiçoso e fraco, fazendo com que ele não procure um tratamento adequado. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), 400 milhões de pessoas no mundo sofrem de transtornos mentais, e por volta de 85% não têm acesso ao tratamento. Logo, é de suma importância reconhecer o indivíduo que possui uma doença mental, para ajudá-lo a acabar com o estigma do preconceito que está enraizado na sociedade.
Ainda sob essa perspectiva, interessa lembrar que as doenças psiquiátricas são encaradas como sinal de fraqueza e frescura, apenas por não serem patologias visíveis e palpáveis. Ademais, uma Associação Canadense publicou um relatório sobre o clássico filme Ursinho Pooh, no qual os personagens apresentam possíveis transtornos mentais, o bisonho, por exemplo é o retrato da depressão, pois vive triste e melancólico. Em síntese, a ficção aproxima-se assustadoramente da realidade, de acordo com dados da OMS, a depressão atinge cerca de 4,4% da população.
Portanto, medidas são necessárias para deslindar a imagem sobre os doentes mentais. Dessa maneira, as prefeituras com o apoio de psicólogos devem organizar eventos sociais nos municípios, como palestras e mutirões, que serão realizados em praças públicas a fim de oferecer apoio aos doentes e esclarecer sobre os doenças mentais, para que eles tenham acesso a um tratamento e possam ter uma benéfica qualidade de vida.