A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 10/08/2019
- Van Gogh, um gênio da arte, suicidou-se. Na época, foi condicionado a “louco”. Mais de um século depois, estudiosos concluíram que, provavelmente, ele sofria de transtorno bipolar. Hodiernamente, esse e outros problemas psicológicos têm afetado cada vez mais pessoas, e tornou-se um caso de saúde pública. Desse modo, faz-se necessário debater acerca das consequências da desvalorização da saúde mental.
Em primeiro plano, é importante analisar como o número de casos de doenças mentais cresceu exponencialmente no século XXI. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a depressão – doença mental que atinge o maior número de pessoas no mundo - aumentou 18% entre os anos de 2005 e 2015. Os transtornos mentais podem causar, nas pessoas acometidas por eles, a incapacidade de fazer coisas rotineiras como: trabalhar, ter cuidados pessoais ou até mesmo, em casos mais graves, alimentar-se. O que leva à problemas físicos que os deixam debilitados.
Ainda, outro fator a salientar é que as doenças mentais são um problema de saúde pública. Pois consoante a OMS, aproximadamente 400 milhões de pessoas são afetadas por doenças mentais no mundo todo. Mas muitos não procuram médicos especializados que possam indicar o tratamento adequado, fazendo com que aumente o uso indiscriminado de remédios que, em alguns casos, não seriam necessários. Além disso, esse uso exacerbado de medicamentos pode originar outros problemas, tanto psicológicos quanto físicos.
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas que revertam o entrave abordado. Posto isso, concerne ao Estado, mediante Ministério da Saúde, aumentar o número de médicos psiquiatras e psicólogos nos centros de atendimento e acompanhamento psicológico, para que as pessoas possam ser atendidas, com mais facilidade, por profissionais capacitados. Ademais, cabe a criação de campanhas midiáticas que incentivem e mostrem a importância de debater sobre saúde mental.