A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 17/08/2019
De acordo com Organização Mundial da Saúde,400 milhões de pessoas no mundo sofrem de transtornos ou doenças mentais.No entanto,apesar dos avanços nos tratamentos das psicopatologias,é notável na sociedade o despreparo civil em lidar com as diversas doenças psíquicas,haja vista que esses indivíduos são excluídos socialmente.Nesse contexto,deve-se analisar como a negligência governamental e a banalização das doenças mentais impulsionam tal problemática.
Em primeiro lugar,vale salientar a omissão estatal como fator primordial no descaso com as enfermidades mentais.Segundo a Constituição Federal de 1988,o Estado deve garantir que todos os cidadãos tenham acesso ao sistema de saúde pública.Entretanto,o Poder Público pouco tem investido em melhorar a infraestrutura nos centros de atendimentos as pessoas com problemas mentais.Tal fato evidência o aumento de casos de pessoas com transtornos psíquicos,visto que os indivíduos por não terem acesso a tratamentos adequados desde o princípio ficam suscetíveis ao agravamento das doenças comprometendo,assim, as relações cotidianas.Desse forma,o desenvolvimento social desses indivíduos é afetado interferindo no seu bem-estar.
Outrossim,a banalização das doenças mentais está intrinsecamente ligado ao despreparo civil.Na obra “Modernidade Líquida” do sociólogo Zygmunt Bauman, é exposto a fluidez e a fragilidade das relações sociais na sociedade pós-moderna.Sob tal ótica,as enfermidades psíquicas são vistas na sociedade como ’loucura",uma vez que historicamente esses indivíduos são tratadas como incapazes de se desenvolverem em um ciclo social.Isso ocorre,sobretudo,devido à falta de espaços no meio social para se debater e explicitar como agir diante desse problema e evitar possíveis concepções preconceituosas.Por conseguinte,esses indivíduos são marginalizados socialmente,na qual prejudica a melhora no tratamento.
Infere-se,portanto,que medidas são necessárias para minimizar o desenvolvimento de doenças mentais no âmbito social.Logo,cabe ao Ministério da Saúde - instância máxima do Estado em políticas de saúde pública - investir na melhoria de centros especializados em atendimento as pessoas com problemas mentais .Isso deve ser feito por meio de verbas governamentais e na contratação de profissionais capacitados na área,como psiquiatras e psicólogos,a fim de proporcionar a esses indivíduos tratamento adequado e de qualidade.Ademais,o Ministério da Educação deve desenvolver debates nas escolas explicitando aos alunos a importância dos cuidados com a saúde mental,desde o ensino fundamental,com vistas a preparem indivíduos viverem em sociedade de forma plena.