A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 24/08/2019

De acordo com dados divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo. Os impactos das doenças de caráter psicológico são palpáveis e afetam uma extensa variedade de indivíduos no Brasil e ao redor do globo. Nesse sentido, em virtude da recorrência de calamidades e o comprometimento de cada vez mais vidas, a pauta exige não apenas o reconhecimento de de sua urgência mas também a preocupação com uma abordagem mais eficaz e legítima.

A geração Z, como são denominados os indivíduos nascidos entre 1990 e 2010, ainda tem muitos óbices a enfrentar, um de seus maiores desafios, no entanto, é exatamente a questão da integridade psicológica, como defende o jornal britânico ‘‘The Economist’’ em uma matéria disponibilizada ainda este ano. Nas palavras do filósofo grego Pitágoras, ‘‘Não é livre aquele que não obteve domínio sobre si mesmo’’, não existindo felicidade em uma vida desprovida de saúde mental.

Outrossim, embora haja uma variedade de filmes e produções voltadas fundamentalmente às pautas relacionadas às doenças mentais, tais como a famosa série norte-americana ‘‘13 Reasons Why’’, é evidente a ignorância com que é retratado um assunto tão frágil e, ainda, de tão grande importância. Repletas de idealização e romantismo, essas produções comprometem grandemente o entendimento a respeito dessas doenças e, consequentemente, abordagens mais eficazes no que diz respeito à prevenção de problemas de natureza psíquica como um todo.

Dessa maneira, existe, de fato, um grande estigma no que tange à saúde psicológica dos brasileiros e demais indivíduos, essencialmente dos mais jovens. Ainda segundo a pesquisa do ‘‘The Economist’’, a cada um dólar gasto em tratamento de ordem psicológica, há sempre um retorno equivalente a quatro dólares em melhorias. Portanto, além da necessidade de assegurar uma produção cultural de caráter mais verossimilhante e educativo, que poderá ser providenciada pelo devido investimento governamental na Agência Nacional do Cinema (ANCINE), deve existir real preocupação por parte do MEC (Ministério da Educação), em providenciar acompanhamento psicológico gratuito em instituições públicas de ensino, decerto com o incentivo e apoio governamental, de modo a garantir a presença e resistência da pauta de caráter psicológico na sociedade brasileira.