A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 04/09/2019
“As pessoas estão acostumadas a construir muros ao invés de pontes”, tal frase foi dita pelo Pequeno Príncipe na obra de Antoine de Saint-Exupéry e que reflete nos dias atuais principalmente no que diz respeito as doenças mentais. No Brasil, casos de depressão, crises de pânico e esquizofrenia tem crescido exponencialmente e, agravados pelo ainda presente tabu psicofóbico. Em consequência disso, a busca por ajuda de profissionais é tímida, o que pode causar isolamento social, abandono e até mesmo a morte.
Sigmund Freud, famoso psicanalista alemão, foi o primeiro médico a tratar casos de histeria como patológico, que por conseguinte aprimorou a busca por cura nos mais variados campos da saúde mental humana. Mesmo assim, nota-se que a modernidade científica quanto a esses assuntos não venceram o clássico tabu que orbita as pessoas doentes principalmente no Brasil. A não aceitação por parte de familiares e amigos quanto aos sintomas de tais doenças, causam muitas vezes a auto reprovação de casos clínicos mentais, o que dificulta a busca profissional por ajuda precipuamente em adultos, nos quais possuem 20% de chances de desenvolver tais doenças de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
Em contraste com os fatos, o índice de isolamento social cresce, agravando os sintomas já existentes uma vez que o gatilho para identificar as vicissitudes da personalidade do enfermo vem de outra pessoa. No Brasil por exemplo, estima-se que 23 milhões de habitantes sofrem de doenças mentais, e aproximadamente 21% desses casos são graves de acordo com o Ministério da Saúde, o que evidencia a extrema necessidade de tratamento já que a ausência de cuidados essenciais podem levar a sequelas permanentes ou morte.
Portanto, é mister que o Ministério da Educação inclua leituras obrigatórias no ensino fundamental de livros que estimulam o companheirismo e a empatia (como o livro já citado “O pequeno príncipe), de modo que o tabu da falsa doença mental seja desmistificada através das novas gerações. É necessário também que o poder público sancione leis que exijam empresas estatais e privadas a possuírem tratamento psicológico obrigatório, no intuito de aumentar o alcance a pessoas enfermas que não buscam ajuda por medo, preconceito ou abandono.