A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 05/09/2019

Da mesma maneira que o suicídio, transtornos mentais ainda são abordados como tabu. Na contemporaneidade, a velocidade da difusão de dados incita comportamentos impacientes, pois as pessoas necessitam de mais notícias a todo instante. Dessa forma, distúrbios associados à ansiedade fazem-se presentes; principalmente entre os jovens.

Felizmente, a problemática possui uma recepção positiva entre os juvenis. No entanto, quando recorrem à ajuda,  estes não recebem o devido suporte dos pais, já que seus progenitores enxergam esses transtornos como exageros da atual “Geração de Vidro”- caracterizada por não saber ser contrariada e que permite ser oprimida pela opinião alheia-, frágil até mesmo a um sopro. Em decorrência disso, eles tendem a fechar-se ao mundo, escondendo-se em sua bolha pessoal e agravando a profundidade dos sentimentos. Assim, uma tristeza passageira pode desencadear em depressão, pois o indivíduo sente-se solitário e sem conforto.

Além disso, respostas preconceituosas podem surgir até mesmo do próprio portador da doença ou de profissionais responsáveis pela melhora desse quadro. Torna-se evidente quando, nas redes sociais, ofensas disfarçadas de piadas recebem muitos “likes”- código digital que carrega o valor de concordância. Dessa forma, ao interagir com o comentário, há a possibilidade de iniciar um debate, mas, neste, o predomínio de ódio gratuito ocultará mensagens de apoio, desabafos e até mesmo esclarecimentos sobre o assunto.

Logo, utilizar essa ferramenta de busca como meio de conscientização é fundamental. Pode-se implantar propagandas em jogos, redes sociais e vídeos que abordem a temática, instigando, assim, o interesse dos usuários. Além disso, a escola deve atuar como agente mediador entre a família e o aluno, a partir de profissionais que saibam captar os sinais emitidos pelo discente e que possam apontá-los para seus responsáveis.