A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 07/09/2019

Segundo Émile Durkheim, um dos célebres teóricos do Período Oitocentista, a sociedade pode ser comparada a um “organismo vivo” por apresentar mecanismos funcionais integrados. Hodiernamente, contudo, a banalização das relações humanas construídas ao longo da consolidação do capitalismo moderno atua como um catalisador do aparecimento de psicopatologias, modificando a concepção contemporânea de saúde pública. Nesse aspecto, convém analisarmos os principais fatores relacionados à essa problemática.

Sob esse viés, é preciso considerar, antes de tudo, os aspectos que contribuem para a permanência desse problema na sociedade. Nesse sentido, pode-se dizer que os traumas pessoas estão entre os principais responsáveis pelo aumento dessa doença no mundo contemporâneo. Isso acontece devido a falta de acompanhamento médico e psicológico durante as fases difíceis da vida , que por sua vez pode contribuir no acúmulo de sentimentos negativos, desenvolvendo assim alguns transtornos mentais.

Além disso, faltam-se esforços por parte do poder público para minimizar o aumento dessas doenças no país. Isso acontece porque embora a constituição de 1988 garanta que a saúde seja direito de todo cidadão, o estado não investe em tratamentos eficazes no combate aos transtornos mentais. A exemplo disso, muito se discute sobre as dificuldades enfrentadas por pessoas que dependem desses serviços para tratar de doenças como depressão, ansiedade e muitas outras. Como consequência, segundo a organização mundial da saúde, o Brasil possui o maior número de depressivos da América Latina.

Portanto, as autoridades governamentais devem promover debates sobre a importância de debater as doenças mentais nas escolas de ensino básico por meio de cursos de capacitação dos professores com auxilio sobre leis, causas e consequências relacionadas ao assunto. Espera-se, com isso, conscientizar mais à sociedade sobre esse tipo de doença.