A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 17/09/2019

Medo. Angústia. Incertezas. Diversas são os sentimentos vivenciados por um indivíduo com doença mental, muitas das vezes, a pessoa que tem algum transtorno psicológico não percebe que  está doente, logo a ausência de atendimento médico agrava os sinais e sintomas da doença. Nesse sentido, é importante debater os distúrbios mentais, pois, orientar a sociedade contribui para a redução de suicídio e aumenta a procura por ajuda profissional.

Em primeiro lugar, é importante lembrar que a cultura histórica excludente do período militar que as pessoas diagnosticadas com patologias neuropsiquiatras eram internadas sem permissão no manicômio de Barbacena - MG, e submetidas a tortura, choques elétricas e solitária, segundo a escritora Daniela Arbex, em seu livro o Holocausto Brasileiro. Desse modo, muitos jovens e adultos tem preconceito e a insegurança em consultar com psiquiatra e psicologo, assim, o suicídio é a solução para muitos seres humanos. Fato comprovado, pela Organização Brasileira de Saúde, que a cada 46 minutos um cidadão se mata no Brasil.

Por outro lado, uma população informada de que aflição, baixo rendimento escolar e no trabalho, choros constantes e perde de interesse pela vida são sintomas de depressão. Dessa forma, uma comunidade esclarecida contribui para manutenção da vida e diminui os riscos de terem indivíduos com distúrbios sem tratamento, visto que, apoia o enfermo a buscar por ajuda médica. Segundo Augusto Cury, uma pessoa que pensa em suicídio não quer morrer e sim aliviar a dor que está sentindo.

Portanto, é preciso que medidas sejam realizadas. Então. Cabe, ao Ministério da Saúde, criar equipes de educação continuada com médicos, enfermeiros e psicólogos nos ambulatórios de referências psicossocial, para atuar com palestras e debates mensais nas escolas, universidades, empresas e centros de convívio familiar. Com a finalidade, de orientar os sintomas da depressão e sobre as formas de tratamento humanizado. A fim, de promover e incentivar a terapia psicológica quando preciso.