A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 12/10/2019
Não é um entrave atual. No final do século XIX, Edvard Munch sofria de transtornos mentais e refletia suas emoções em obras de arte. Atualmente, esse problema ganhou notoriedade, já que o advento das tecnologias de informação disseminou padrões de perfeição para a sociedade e acarretou transtornos físicos e mentais. Assim, faz-se necessário o debate desses distúrbios, visto que, os casos de doenças mentais estão aumentando em vários países e a falta de tratamento desses pode provocar a evolução de problemas mais graves.
Em primeira análise, é importante destacar, que a ocorrência de problemas psicológicos tem crescido em toda a parte. A medida que a globalização conecta as pessoas, os padrões de vida, os cyberbullyings e a ditadura da moda manipulam as diversas camadas da sociedade. Assim, o número de indivíduos acometidos de doenças como: depressão, distúrbio de ansiedade generalizado, transtorno bipolar, entre outros, está cada vez maior. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil tem a maior taxa de transtornos mentais do mundo. É inegável a importância desse dado, já que o Brasil é composto em sua maior parte, por jovens e adultos, e esses representam a População Economicamente Ativa.
Além disso, a insuficiência nos tratamentos dessas disfunções pode causar o agravamento de problemas graves. De acordo com o Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (ERiCA), um em cada três adolescentes no país sofre de transtornos mentais, e esses são fatores relevantes no desenvolver de doenças cardiovasculares e psicossomáticas. Vale ressaltar, ainda, que a falta do acompanhamento devido pode vulnerabilizar o paciente e gerar o contato com drogas ilícitas e até o suicídio.
Portanto, medidas de prevenção e conscientização devem ser tomadas para que a questão dos transtornos mentais seja reparada. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde em parceira com a Secretaria do Esporte a inserção de atividades físicas e lazer em empresas públicas e privadas e nas escolas e faculdades, a fim de auxiliar no tratamento de ansiedade nos ambientes de trabalho e escolar, e dessa maneira, reduzir o número de transtornos no país. Cabe ainda, ao Poder Legislativo a regulamentação da Lei Paulo Delgado que oferece proteção e suporte às pessoas portadoras de doenças mentais, e assim, obter êxito nos tratamentos psicológicos e evitar adversidades futuras.