A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 15/09/2019

Machado de Assis, em seu livro “Dom casmurro”, retrata um ciúme patológico do personagem Bentinho em relação à esposa, o qual fica evidente no enredo que ele apresenta um transtorno delirante, em que faz com que a sua vida mude drasticamente, pois não teve recursos terapêuticos. Desse modo, na realidade atual, é visto um elevado número de diagnósticos de transtorno mentais, em decorrência da incompreensividade sobre o assunto, além de uma negligência governamental sobre as regulamentações essenciais dos pacientes. Assim, nota-se que esse óbice é maior frequente pela falta de informações propagada pelas mídias, como também pela omissão do Estado.

Cabe destacar, em primeira análise, o que afirma o sociólogo Emile Durkheim, ao escrever o livro " O suicídio", no qual relata que o suicídio não é um fator pessoal e sim social, pois envolve toda uma sociedade. Em vista disso,  sabe-se que este caso advêm de doenças psicológicas que vêm a agravar-se com o decorrer dos dias, quando não é diagnosticado precocemente e posteriormente tratado. Nesse viés, a sociedade, quanto às mídias, contribui para essa questão, quando não fazem o papel de informar ao corpo social sobre os sintomas e tratamentos das doenças mentais. Consequentemente, a população continua a ser desinformada, em que retarda as conclusões sobre a autodeclaração da doença pelo próprio indivíduo afetado.

Em segunda análise, os dados publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), afirma que 400 milhões de pessoas no mundo são afetadas por pertubações mentais e apenas 15% tem tratamento essencial. Dessa forma, muitos desses números são causados por negligência do Governo, já que grande parta da população necessita de atendimentos proferidos pelo Estado, o qual os 340 milhões de pessoas sem atendimentos psicológicos estão inclusos nesses auxílios. Por conseguinte, os deficientes mentais, boa parte, passa a não terem a oportunidade de tratamentos necessários para o seu problema, pois estes são dependentes das ações públicas e assim, com a falta de tratamento, eleva-se o número de casos desses transtornos.

Isto posto, entende-de, portanto, que a elevada taxa de casos declarados provém da falta de ação da sociedade, juntamente com o Poder Público. Por isso, é necessário que as mídias, já que essas contribuem com grande influência nos telespectadores e dessa forma conscientiza e mobiliza os indivíduos, por meio de informações nas televisões, jornais e redes sociais, lancem propagandas que comunique e sensibilize o cidadão com problemas a procurar ajuda. Além disso, o Governo deve atuar juntamente, no qual amplie a acessibilidade de consultas, para as pessoas suspeitas das doenças e tratamento para as diagnosticadas. Assim, o cidadão não passa pelo drástico sofrimento de Bentinho.