A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 14/09/2019

Segundo a OMS ( Organização Mundial da Saúde), " As doenças e transtornos mentais afetam mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo", o que revela a necessidade do debate sobre o tema. Nesse caso, os indivíduos têm a sua saúde psicológica comprometida por diversos fatores, sobretudo, sociais, que ao se perpetuarem trazem sérios danos as suas vidas. Sendo assim, dentre as principais questões relacionadas ao assunto, têm-se: a liquidez social e o preconceito ligado às psicopatologias. Desse modo, são necessárias medidas que promovam a temática e solucionem os problemas referentes às doenças e transtornos psicológicos na sociedade contemporânea.

Primeiramente, destaca-se a volubilidade. Consoante o sociólogo Zygmunt Bauman, o mundo vivencia a chamada “modernidade líquida”, caracterizada pelas transformações em ritmo incessante, o que causa angústia, ansiedade e o “medo líquido”: o temor de não conseguir acompanhar as mudanças. Igualmente, isso se constitui como explicação das doenças e transtornos mentais. Nesse sentido, em um cenário de mobilidade, no qual as exigências profissionais e estudantis são crescentes, o indivíduo desenvolve incertezas, pois não se sente otimista em meio a tantas cobranças. Por conseguinte, os anseios ao afetarem sua mente, evoluem para estados ansiosos que podem ocasionar outros transtornos. Dessarte, a rapidez das modificações sociais traduz a urgência de intervenção.

Ademais, lembra-se acerca da antipatia coletiva. Nessa perspectiva, o ambiente familiar é propagador de preconceitos no tocante a pessoas que sofrem dessas doenças, visto que as justificam como “loucura”, no caso do autismo, por exemplo, “frescura” ou “falta de Deus”, a exemplo  da depressão. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele” e isso se aplica a essa situação. Nesse viés, as crianças desse ambiente serão incentivadas a compactuarem com esse ideal, pois assim foram ensinadas pelos seus familiares. Dessa maneira, a intolerância se propaga cada vez mais, o que prejudica os que sofrem desses transtornos, pois ao invés de ajuda eles receberão julgamentos que piorarão sua vitalidade. Assim, o desrespeito como fator social que danifica essa questão evidencia a precisão da discussão dos danos mentais.

Logo, alternativas devem ser apresentadas para a resolução dessa problemática. É preciso que as unidades de saúde promovam o tema “Transtornos mentais no contexto social”, ação que pode ser executada por meio de palestras, passeatas nas ruas e visitas aos domicílios, com o fito de mostrar como a sociedade contribui para isso e, assim, conseguir uma integração maior na ajuda a essa causa. Além disso, as mídias televisivas precisam abordar o assunto mediante comerciais, a fim de conscientizarem as famílias, para que elas transmitam ensinamentos solidários aos seus filhos.