A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 09/10/2019

O livro de literatura norte-americana “O Apanhador no Campo de Centeio”, retrata uma sociedade problemática e como isso afeta mentes sensíveis, causando-lhes depressão e ansiedade, ou contribuindo para uma visão de mundo. Nesse viés, apesar do livro ser fictício e ser publicado em 1951, faz uma analogia ao corpo social contemporâneo, onde é vigente casos que afetam a saúde mental dos indivíduos. Desse modo é pertinente debater acerca dessa problemática.

Nesse sentido, ao analisar a historicidade, a exemplo da Segunda Guerra Mundial, onde milhares de indivíduos desenvolveram transtornos mentais, como estresses pós-traumáticos, bipolaridade, ansiedade e depressão foi alarmante, os governantes passaram a ter um novo olhar para a discussão do assunto na época. Atualmente, os conflitos externos e a necessidade de ser ativo na sociedade, contribui para o aparecimento da problemática de acordo com a pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), onde 86% dos brasileiros apresentam sintomas de transtornos mentais. Dessa maneira, as transformações no âmbito social, de alguma forma afeta milhares de pessoas.

Concomitantemente, com um crescente aumento de pessoas desenvolvendo alterações psíquicas, cresce a demanda por profissionais especializados no assunto. Contudo, o estigma a respeito dos pacientes e a falta do direcionamento de verbas para os postos de saúde com atendimento, acaba por por prejudicar os cidadãos que sofrem com essas aflições emocionais e por conseguinte, pioram seu quadro atual. Nesse contexto, conforme a Organização Mundial da Saúde, apenas 3% das verbas do mundo são destinados a saúde mental, visto que por muitos não é considerada como saúde pública. Logo, melhorias no atendimento a  população é essencial para diminuir o impasse.

Portanto, percebe-se que é de suma importância amenizar esse entrave. Para tanto, o Ministério da Educação (MEC) deverá atuar com o Ministério da Saúde, desenvolvendo projetos publicitários, por meio do alcance das mídias sociais e palestras em âmbito escolar, com o intuito de informar e amenizar esse contratempo. Ademais, o Governo Federal terá que designar mais verbas para melhorias e expansões de ambulatórios, com profissionais especializados no assunto que atenda a população, com o fito de assegurar o amparo emocional dessas pessoas. Para assim, a sociedade não se torne superficial em relação ao assunto, como é conceituada no livro.