A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 27/09/2019

Durante a segunda fase do Romantismo, observou-se um crescente aumento no aparecimento de distúrbios mentais no decorrer do século XIX, em razão das ideologias expressadas nas obras ultrarromânticas. Dentre eles, a doença que mais se destacou na época, infelizmente ainda permeia na atualidade, é a depressão. Eventualmente, outros distúrbios patológicos mentais também obtiveram espaço e hoje, representam grande parte do percentual de enfermidades no mundo, de modo a configurar uma problemática cujas soluções e impasses devem ser amplamente debatidos.

Em síntese, a negligência gera imbróglios. Dessa forma, é possível observar dados alarmantes que afetam todo o mundo, já que cerca de 400 milhões de pessoas possuem alguma doença mental e segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), apenas 25% recebem tratamento adequado. Efetivamente, é inegável a precariedade de investimentos medicinais e estruturais, no que tange à necessidade de se debater e solucionar o expressivo aumento de casos de depressão, ansiedade, ataques de pânico e outras patologias que tornam-se cada vez mais comuns no meio social.

Ademais, conhecimento é a base de toda sociedade. Concomitantemente, Jean Jacques Rousseau -filósofo e teórico político- entendia que, o homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado, seja em seu corpo ou mente. Desse modo, tal alusão exemplifica de forma clara e singela a realidade vivida em pleno século XXI por todo o mundo de maneira geral. Destarte, a sociedade ainda possui certo tabu acerca do assunto, já que o desconhecimento dos sintomas que acompanham as doenças e a ausência pela busca de tratamento, ainda no princípio, gera a falsa sensação de segurança pela população.

Portanto, a importância da existência de debates acerca das doenças mentais que atingem a sociedade, é um fator essencial e extremamente necessário para se alcançar o bom convívio entre os enfermos e o restante da população. Logo, a ONU deve promover a universalização sobre a importância de se conhecer os distúrbios mentais, por meio de palestras e cartilhas, elaboradas com o apoio de profissionais na área psiquiátrica, a fim de expandir o conhecimento acerca do assunto e alertar a população, para que sua prevenção seja concretizada e o assunto saia da zona de tabu. Além disso, os Governos referentes à cada país, devem investir em um maior número de hospitais e centros voltados para a ala psiquiátrica, com o fito de elevar o percentual de pessoas atendidas corretamente, de modo a reduzir e sucessivamente erradicar o número de pacientes portadores de tais doenças. Dessa maneira, espera-se alcançar o vislumbre de um meio social menos propenso a distúrbios mentais, e uma sociedade fraterna a cada dia mais distante do Ultrarromantismo vivido no século XIX.