A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 25/09/2019
A mente humana e seus mecanismos eram infimamente conhecidos até o início do século XX,de maneira que grande parte dos distúrbios mentais eram classificados apenas como loucura ou histeria.Nesse contexto,foram criados inúmeros estereótipos relacionados a essas enfermidades,e mesmo atualmente,com o vasto conhecimento adquirido sobre a psique humana,tais doenças ainda são pouco conhecidas pela sociedade. Assim,faz-se extremamente necessário debatê-las no meio social.
Em primeiro plano,é importante ressaltar que as doenças mentais são tratadas por muitos com preconceito,o que gera um grave estigma social.Com efeito,indivíduos que convivem com quadros de distúrbios psicológicos são constantemente expostos à situações sociais em que têm sua condição e seus conhecimentos questionados,o que acaba por os marginalizar perante inúmeros processos,tanto na esfera profissional,como na pessoal.Como consequência disso,parte expressiva dessas pessoas isola-se socialmente,e deixa de buscar por amparo adequado.Consoante pesquisa da Universidade de Cambridge,somente 10% dos que padecem de doenças mentais recebem tratamento.
Outrossim,a banalização sofrida pelos transtornos mentais é outro grande empecilho à essa questão.Visto que,patologias psíquicas são frequentemente citadas no cotidiano por indivíduos que em quantidade massiva dos casos,não as possuem de fato.Exemplo disso,é o uso comum e naturalizado de termos como bipolaridade,ansiedade e antissocial, o que termina por distanciar esses distúrbios do âmbito de quadros clínicos,passíveis de auxílio,e os reduz a sentimentos e estados passageiros.
Portanto,torna-se mister tomar medidas para endossar o valor do debate acerca das doenças mentais.Cabe às instituições de ensino suscitar a discussão sobre a temática,por meio de debates e palestras,com o auxílio de psicólogos.A fim de ampliar o entendimento e o respeito sobre esses transtornos.Só assim,os distúrbios mentais serão tratados efetivamente.