A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 16/10/2019
Na obra “Utopia” , do escritor Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas.No entanto,o que se observa na realidade é o oposto do que esse autor expõe,uma vez que o debate sobre doenças mentais não é discutido adequadamente, pois apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização.Esse cenário antagônico é fruto da falta de apoio e também da baixa conscientização da sociedade.
Em primeiro plano, é necessário salientar que a falta de debates sobre pessoas deficientes, em específicos as de caráter neurológico, é derivado da ineficiência governamental, no que concerne a criação de mecanismo de auxílio aos doentes. Segundo Thomas Hobbies, o Estado é o responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil. De acordo com a OMS, em torno de 60% da população sofrem com algum tipo de distúrbio, tais como depressão, sendo o país com maior incidência no mundo, afetando em torno de 50 milhões de brasileiros. Sendo que os que sofrem com essas doenças sofrem com a incapacidade exercer função profissional, desse modo há necessidade de auxílio da família ou do Governo. Portanto, há uma necessidade muito alta de incentivo financeira ao portador desses desvios,visto que muitos se encontram em estado de fragilidade.
Ademais, é importante ressaltar a falta de conscientização social como um dos problemas. Na idade Média, os que apresentavam desvios comportamentais sofriam com estigmas de uma sociedade preconceituosa, eram tidos como demônios, monstros e outras formas pejorativas. O ponto de inflexão desse pensamento surgiu com o Renascimento, onde doenças mentais não foram mais visto pelo espectros religioso, mas sim com a visão médica. Contudo, o pensamento arcaico e discriminatório ainda tem resquícios na sociedade contemporânea, o que leva ao crescimento da intolerância. Desse modo, faz-se mister a reformulação desse posicionamento urgentemente.Destarte, muito deve ser para mudar a forma de abordagens sobre desvios psicológicos. Logo,cabe ao Ministério da Saúde,junto com o da Comunicação, investir por meio de políticas públicas,tais como subsídio à família do doente para que eles tenham suporte a compra de medicamentos,a desburocratização dos serviços públicos de saúde, por meio de contratação de mais profissionais e o suporte informatizado, através de uma integração computadorizada entre médicos e enfermeiros para diminuir o tempo de triagem e também a criação de comerciais de televisão que conscientizem sobre os principais desvios mentais do brasil, apresentado as formas de identificação e também os tratamentos possíveis com linguagem direta e coloquial.Dessa forma, o suporte e a relação social desse grupo será incrementado e a sociedade irá se aproximar mais daquela proposta por Thomas More.