A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 10/10/2019
Segundo o filósofo Sócrates, o diálogo é o meio pelo qual se encontra soluções para os problemas existentes na sociedade. Entretanto, isto não tem acontecido na realidade brasileira no que se refere as doenças mentais, portanto, há necessidade de debatê-las. Nesse sentido, a falta de diálogo e a negligência legislativa estão intrinsecamente relacionadas com a problemática.
Em primeiro lugar, não há ampla discussão sobre os transtornos que atingem as pessoas. Exemplo disso pode ser o filme “Nise: o coração da loucura”, que retrata um período da vida da Dra. Nise, psiquiatra, que se depara com um hospital onde as famílias abandonam parentes doentes enquanto os médicos oferecem tratamentos suspeitos sem nenhum tipo de divulgação científica e social. Não obstante da situação do país, tabus podem ser criados sobre o assunto, impedindo, desse modo, que cidadãos obtenham melhoras.
É válido mencionar, também, o pensamento de Aristóteles sobre a política: de que esta tem como função garantir o respeito entre os cidadãos. Mas, embora a constituição garanta assistencialismo às pessoas portadoras de transtornos mentais, existe negligência por parte do governo acerca da efetivação deste direito. Assim sendo, tem-se, por falta de suporte do Estado, ineficiência de tratamento, de maneira que as doenças se encontram mais frequentes na sociedade.
Destarte, conclui-se que há necessidade de falar sobre as doenças mentais. Para tanto, as famílias devem dialogar com os pacientes e médicos, oferecendo apoio e incentivo a busca por ajuda profissional, para que se desfaça a ideia de tabu e os indivíduos obtenham tratamento adequado. Ademais, é mister que o Estado efetive o direito de proteção e acolhimento dos doentes, por meio de incentivo financeiro aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e hospitais. Dessa forma, com a dialética socrática, a problemática poderá ser amenizada.