A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 23/10/2019
Na série fictícia 13 Reasons Why (13 porquês), Hanna - a protagonista, comete suicídio e deixa em fitas de vídeo cassete os motivos pelos quais ela decidiu tirar a sua vida, entre eles estão o abuso sexual e psicológico, e todas as frustrações que ela presenciou na escola, que de certa forma afetou sua saúde mental. Fora da ficção, o aumento das doenças neurológicas é uma realidade contemporânea, visto que o preconceito e a desvalorização por parte da sociedade em si e a pressão que ela impõe são atos que deixam como consequência a insatisfação pessoal.
Em primeira análise, de acordo com o ativista indiano Mahatma Gandhi, “As doenças são o resultado não só dos nossos atos, mas também dos nossos pensamentos”. De maneira análoga, as pessoas estão se cobrando cada vez mais, tanto nas escolas, quanto no trabalho ou até mesmo na própria casa. Gradativamente a população é exposta a decepções que as deixam deprimidas e frágeis às novas doenças.
Em segunda análise, as escolas, hospitais, e até a própria família não estão preparados para ajudarem os cidadãos que possuem qualquer tipo de deficiência mental, que, por conseguinte acabam tornando-se preconceituosas e incompreensivas acerca do assunto, onde em muitas das vezes é um assunto pouco repercutido, até que se torne o motivo de uma tragédia.
Infere-se, portanto, que é incumbência do Ministério da Saúde, juntamente com mídia que não só ampliem o conhecimento sobre a preservação da saúde mental por meio de campanhas e cartilhas que informem seus principais sintomas e mostre também locais de saúde que podem buscar ajuda. Como também deixem os postos de saúde sempre equipados com especialistas que possam fazer palestras semanais e sejam capazes de atender a todos, como forma de prevenção a um dano maior, assim, os indivíduos iriam ter a chance de expressar o que sentem e não precisaria que ocorresse o pior para que todos percebessem, do mesmo modo que ocorreu com Hanna.