A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 28/10/2019

O antigo hospital psiquiátrico de Barbacena,que se localizava no estado de Minas gerais, representou um triste  capítulo da história brasileira devido aos maus tratos praticados contra seus pacientes. Hodiernamente, no Brasil, ainda há necessidade de debater as doenças mentais, visto que o país não está preparado para enfrentar essa situação. Diante desse contexto, é pertinente analisar tanto a banalização da sociedade, quanto o preconceito que ainda existe no país.

A priori, é fulcral pontuar que o problema é abordado de forma errada pela população. Isso acontece por que milhões de pessoas enxergam doenças como depressão e ansiedade apenas como um mal passageiro, todavia elas são doenças que necessitam de apoio e tratamento. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 5,8% da população brasileira sofre com depressão e, além disso, mais de 11% são atingidas pela ansiedade. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura de forma urgente, com o objetivo de mudar essa perspectiva que é adotada de forma errada pela sociedade.

Outrossim, é imperativo ressaltar a estigmatização da sociedade como um agravante do problema. Consoante ao pensamento de Michel Foucault, importante filósofo do século XX, certa parcela de uma população sofre algum tipo de preconceito a partir do momento que a sociedade promove isso. A partir dessa análise, é possível identificar que o conceito estabelecido de forma precoce pela população se deve tanto pela falta de conhecimento, quanto  a preceitos estabelecidos na sociedade, formando um estigma contra o tema e pessoas que sofrem com ele. Tudo isso tudo isso retardada resolução do empecilho, já que o preconceito contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Diante dos aspectos mencionados, fica clara a necessidade de medidas para reverter essa situação. Portanto, o Tribunal de Contas da União, deve direcionar recursos que, por intermédio do Ministério da Saúde, possam ser revestidos em campanhas, através de meios televisivos e panfletos, para que o tema possa ganhar relevância, sendo tratado co maior importância. Ademais, o  Ministério da Educação, deverá promover palestras e rodas de conversa discutindo o tema, para que o preconceito seja superado desde o princípio da formação do cidadão.  Só então, atenuar-se-á em médio e longo prazo a falta do debate acerca dos problemas mentais, podendo ser escrito um novo capítulo da história brasileira, bem diferente do vivido em Barbacena.