A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 21/10/2019

No filme,O Coringa,o personagem da ficção Arthur Fleck têm transtornos mentais,que se agravam após ele ser uma vítima do sistema capitalista,que tem a verba dos seus remédios e consultas cortados e com isso ele se torna agressivo,sendo considerado por muitos,um herói.Fora da ficção a realidade é parecida,quando muitas pessoas que possuem algum transtorno são excluídas tanto para um tratamento quanto pela sociedade.

Cerca de 20% tende a sofrer de algum transtorno mental em algum momento de sua vida,a depressão tem o maior número de incidência de casos.Mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo segundo a Organização Mundial de Saúde(OMS) são afetadas pelas doenças mentais.De acordo com Organização das Nações Unidas(ONU),entre 75% e 85% das pessoas que sofrem desses males não têm acesso ao tratamento adequado.

Como Arthur Fleck diz no filme “a pior parte de ter uma doença mental,é que as pessoas esperam que você se comporte como se não tivesse”,o que demonstra o preconceito e a rejeição que essas pessoas sofrem.No filme,o personagem é uma “vítima do sistema” quando seu tratamento e remédios são cortados,o que faz com ele delire e se torne agressivo com quem o faz mal,fazendo assim toda a trama do filme.

Portanto,os obstáculos da saúde mental estão ligados a falta de diálogo e ignorância.O Ministério da Mulher,Família e Direitos Humanos deve,junto as escolas,intervir por meio de projetos pedagógicos que discutam sobre o papel de todos,sobretudo da família,na percepção,diálogo e entendimento da saúde mental juvenil,com o fito de acolher e,nos casos mais graves mais graves,direcionar a especialistas como psicólogos.Ao mesmo tempo,o CVV e a mídia podem desconstruir o senso comum em torno dos discursos limitados sobre isso,por meio de programação especial voltada a pontuar os perigos do preconceito para a saúde mental,a fim de evitar que novos Coringas saiam da tela do cinema e se vinguem contra aquele que lhes fizeram mal: a sociedade.