A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 29/10/2019
Na Grécia Antiga, a cidade de Esparta considera que os cidadãos que apresentassem alguma doença física ou mental não estariam aptos a conviver em sociedade. Hodiernamente, no Brasil, a grande maioria das pessoas que apresentam algum distúrbio psicológico não procuram por tratamento, problema causado não só pelo preconceito da sociedade como também pelo alto custo do tratamento. Nesse contexto, fica evidente a necessidade de ações públicas e sociais para aumentar o debate sobre a temática: saúde mental.
Em princípio, convém ressaltar o genocídio promovido pelo Hospital psiquiátrico de Barbacena no início do século XX, em que pessoas com quaisquer problemas considerados impróprios para o convívio em sociedade -inclusive os que possuíam algum problema mental- eram torturados e mortos. Nos dias atuais, esse cenário de preconceito ainda pode ser encaixado, indivíduos que apresentam alguma enfermidade psíquica não buscam por ajuda profissional por medo de serem rotulados como loucos.
Além disso, segundo dados disponibilizados pelo IBGE no anos de 2016, cerca de 72% da população brasileira que apresenta problemas psicológicos não possuí recursos para arcar com os custos da terapia e de medicamentos e também não conseguem obtê-los pelo Sistema Único de Saúde. Diante desses dados, pode-se inferir a ineficácia do Estado em conceder os cuidados médicos para toda a população que necessita e que é um dos direitos previstos na Constituição.
Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde em cooperação com os municípios, a realização de eventos com palestras ministradas por psicólogos e voltadas para a população a fim de esclarecer dúvidas sobre a saúde mental e erradicar o preconceito com os indivíduos que precisam de apoio para o seu tratamento. Ademais, também pode disponibilizar esses profissionais para atenderem os cidadãos e também providenciar os medicamentos de acordo com a demanda necessária.